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Ao mesmo tempo agora: EAD na era da mobilidade

Atuais cursos de EAD alcançam o aluno onde quer que ele esteja

por Rejane Tamoto
fotos por Ailton de Oliveira

Imagine pesquisar um curso à distância que ainda não existe em sua região e, pouco tempo depois, ter a possibilidade de inscrever-se nele. Ou acessar o conteúdo das aulas pelo smartphone ou tablet enquanto está em trânsito. Esse tipo de situação é comum ao aluno que escolheu estudar à distância em universidades que oferecem uma ampla gama de cursos.

Apesar de terem capilaridade no País, essas instituições estão aperfeiçoando a tecnologia para acompanhar os passos de seus estudantes. Mais do que isso, querem garantir que todo conteúdo chegue até eles de forma eficiente pela internet em dispositivos móveis e não apenas pelos tradicionais computador e notebook.

A Universidade Paulista (Unip), que já ultrapassou a marca de 100 mil alunos em cursos tecnólogo, bacharelado, licenciatura e pós-graduação, investe continuadamente em ferramentas para programas à distância, apesar de ter 598 polos, ou seja, unidades nas quais os estudantes fazem as atividades presenciais obrigatórias.

Datacenters garantem saída eficiente
Hoje, existem cursos com cinco encontros semanais presenciais, com um semanal e outro que exige apenas 20% de presença do estudante no polo ao longo de toda carga horária do curso. Marcelo Souza, diretor de tecnologia da Unip, conta que utiliza três grandes datacenters para fornecer uma saída eficiente de conteúdo aos alunos, com práticas de Tecnologia da Informação (TI) aprovadas e certificadas.

Marcelo Souza EAD Rio Branco tres

“Nosso foco é a capacidade computacional. Não adianta colocar um recurso que um aluno de uma cidade do interior não possa acessar”, afirma. Hoje, os livros-textos digitais, videoaulas e o ambiente virtual de aprendizagem podem ser acessados de qualquer dispositivo móvel, como smartphone e tablet, e por meio dos sistemas iOS, Android, Windows Phone, Windows e Linux.

Business Intelligence
Outra preocupação da Unip na área de EAD é perceber no que o aluno está interessado, por meio de técnicas de Customer Relationship Management (CRM) e Business Intelligence, que permitem à universidade acompanhar tudo o que o estudante acessa e faz. Desta forma, explica Souza, é possível saber qual a necessidade por cursos em cada região do Brasil, e as demandas surgidas em função de políticas nacionais.

O sistema permite formar turmas com dois ou três alunos por polo nos cursos online e com menor exigência de atividades presenciais. “O aumento do número de alunos na EAD neste início de ano foi de 52,3%, comparando apenas os dois primeiros vestibulares deste ano com os de 2013”, revela o diretor.

Neste ano, a Anhanguera também modernizou sua plataforma de EAD com a criação de um aplicativo para celular, pelo qual o aluno pode assistir às aulas e ler o material didático. “Foi uma melhoria expressiva porque ele não precisa mais estar à frente do computador. Os alunos de cursos semipresenciais e do online podem fazer exercícios no próprio aplicativo”, destaca Cleita Carneiro de Souza, coordenadora acadêmica de polo EAD da Faculdade Anhanguera de São Bernardo do Campo I.

Cleita Carneiro EAD Anhanguera op um

O estudante da Anhanguera é estimulado a ser autodidata e, no Ambiente Virtual do Aluno (AVA), pode participar de videoaulas ministradas ao vivo, de chats com os tutores, ter acesso ao caderno de atividades e de exercícios e participar de fóruns para interagir com o professor e os colegas de curso. A faculdade está cada vez mais facilitando o acesso ao conteúdo à distância, reduzindo a necessidade de frequentar um de seus 84 polos próprios para atividades presenciais, que são exigidas nos cursos pelo Ministério da Educação (MEC).

Curso semipresencial
Cleita observa que um diferencial da Anhanguera na EAD, muito demandado por alunos, é o curso semipresencial que requer somente um encontro semanal, ante o formato de dois encontros aplicado anteriormente. “É mais prático para o aluno e seguimos a matriz curricular que o MEC determina para cursos tecnólogos, bacharelado e licenciatura. Na EAD, eles têm a mesma duração do que os presenciais”, conta a coordenadora.

Hoje, a universidade tem 24 cursos EAD, dos quais 14 são 100% online, além de 13 de pós-graduação, que têm um formato online por meio do qual o aluno comparece a cada três meses para fazer a prova. “Neste ano, lançamos três cursos de engenharia e um de enfermagem. Estamos cada vez mais ampliando as condições para o aluno estudar à distância”, confirma.