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7 fatos sobre mulheres no mercado de trabalho

Dados mostram que elas vêm ganhando força a cada dia que passa

por Fernanda Bottoni

Sabemos que as mulheres no mercado de trabalho ainda ganham menos (apesar de muitas vezes serem mais bem preparadas) e são minoria entre os funcionários (apesar de serem maioria entre a população). Então, preparamos uma lista de sete itens que você precisa saber sobre o assunto antes de falar qualquer coisa por aí.

1. Taxa de ocupação das mulheres no mercado de trabalho

A taxa de ocupação das mulheres cresceu no Brasil nos últimos 50 anos, principalmente entre 1960 e 1990, mas da década de 90 para cá não teve muita evolução. É o que conta Bruno Nunes Mendonça, consultor de conteúdo do GPTW Brasil, citando dados do IBGE. “Em 1960, apenas 16,5% das mulheres tinham uma ocupação formal no Brasil”, diz ele. Já em 1992, o número saltou para 43,4%. De lá para cá, no entanto, pouca coisa mudou. Até 2009, a fatia chegou a apenas 46,8%.

2. Posições

Ficamos atrás de países desenvolvidos – França (51,5%), Espanha (52,8%), Alemanha (53,2%), Reino Unido (56,9%) e Estados Unidos (58,1%) – e também em comparação com a América Latina, como Peru (64,7%), Panamá (61,1%) e Colômbia (60%).

3. Diferença salarial

Ainda temos diferenças salariais entre os gêneros, por mais absurdo que isso possa parecer. “Embora as mulheres estejam cada vez mais presentes no mercado de trabalho e cada vez mais qualificadas – até mais que os homens -, ainda vemos diferença salarial entre os dois grupos”, confirma Mendonça.

As mulheres ganharam 72,9% do salário dos homens no Brasil, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, de 2012.

Quer mais? Mesmo nas empresas premiadas pelo Great Place to Work (aquelas consideradas as melhores do país para você trabalhar) as mulheres ganham menos. “Os números estão dentro da média nacional, com as mulheres ganhando em torno de 70% do salário dos homens.

4. Quantidade

Uma boa notícia, no entanto, é que entre essas mesmas empresas premiadas, as mulheres já representam metade do total de colaboradores. Na primeira lista publicada, em 1997, a participação feminina era de apenas 25%. Dá para acreditar? No Brasil, em geral, elas são 42,47% dos trabalhadores ativos.

5. Oportunidades

Mendonça conta também que, ainda entre as premiadas, 35% têm programas específicos para o desenvolvimento da carreira das colaboradoras. A Monsanto, por exemplo, que ficou em décimo lugar no ranking das melhores, tem um Comitê de Liderança Feminina, cujo objetivo é favorecer as oportunidades de carreira para mulheres na organização, o equilíbrio de vida pessoal e profissional e a segurança de mulheres nas diferentes situações e localidades de atuação da organização. Ou seja, as coisas estão evoluindo, mas ainda não andam sozinhas.

6. Benefícios

Segundo Mendonça, há também consideráveis 41% de empresas entre as premiadas que dão licença maternidade em um prazo superior aos quatro meses estipulados pela lei. “Nas empresas que não foram premiadas, apenas 22% concedem prazo superior ao legal.”

7. Mulheres no comando

A pesquisa do GPTW mostra aumento da participação feminina entre os gestores. “Nas empresas premiadas em 2013, as mulheres ocupavam 41% dos cargos de gestão”, diz ele. “Em 1997, apenas 11% dos cargos de gestão eram ocupados por mulheres.” No Brasil, em geral, segundo levantamento da consultoria Grant Thornton, as mulheres ainda ocupam apenas 24% dos cargos de liderança.

Outro dado da pesquisa é que, entre as 130 empresas premiadas como melhores para você trabalhar, apenas 11 são presididas por mulheres. Parece absurdo, mas essa pequena fatia significa, sim, uma grande evolução.

Daqui para frente, Mendonça acredita que a participação das mulheres deve crescer em todos os níveis das empresas. “Somos um país em desenvolvimento, precisamos ser cada vez mais produtivos e gerar melhores resultados financeiros”, diz ele.

“Nesta cultura voltada para os resultados e para o mérito, em que a mão de obra qualificada tem papel fundamental, o maior trunfo das mulheres é que elas são cada vez mais qualificadas e vêm tomando, a cada dia que passa, os cargos das empresas anteriormente ocupados em sua maioria por homem”, afirma.

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