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VAGAS no CONARH: os desafios da gestão horizontal

Na VAGAS todos podem tudo e todo mundo tem a ver com isso

por Kety Shapazian
fotos de Andrea Amaral

Palestra da VAGAS no CONARHNo terceiro dia do CONARH, maior evento de RH da América Latina que acontece esta semana na zona sul de São Paulo, Erica Isomura e Alessandra Tomelin, da equipe de Relações Humanas da VAGAS, falaram dos desafios de uma empresa cuja gestão é “radicalmente” horizontal.

A dupla abriu uma série de três palestras afirmando que a intenção não era fazer apologia do modelo de gestão. Pelo contrário. “A gestão horizontal faz sentido para a nossa empresa – neste momento”, disseram as colaboradoras. Também citaram a missão da VAGAS – “ser a ferramenta para que as empresas atraiam, encontrem e selecionem as pessoas certas” -, baseada nos três pilares da organização: atrair, encontrar e selecionar.

Espírito de empresa pequena
O fator-chave na escolha da gestão horizontal, de acordo com as profissionais, foi manter o espírito de empresa pequena, onde os colaboradores podem vivenciar, no ambiente de trabalho, valores adquiridos em casa. Em uma empresa vertical, exemplificaram, é o gestor que vivencia os valores da empresa e ele acaba não delegando responsabilidades aos funcionários. Só ele ‘veste a camisa’.

“Na VAGAS, é o contrário. Um projeto nunca é apenas de uma pessoa, ou de somente uma área. Por isso que na VAGAS todos podem fazer tudo e todo mundo tem a ver com isso”, disse Alessandra.
Erica lembrou, no entanto, que apesar de não haver gestores isso não quer dizer que faltem líderes na VAGAS. Muito pelo contrário. “Existe mais espaço para que as pessoas se tornem referências e lideranças.”

Metas limitam potencial
A dupla também lembrou que não há metas na empresa, líder de e-recruitment no Brasil. Nem a equipe comercial tem metas. Para Erica, metas limitam o potencial. “Nossa única meta é sempre fazer o melhor. Também não trabalhamos com orçamentos porque eles podem podar uma boa ideia”, afirmou a analista de RH.

Segundo Erica e Alessandra, na VAGAS não se gasta energia tentando controlar as pessoas e o modelo de gestão acabou virando um diferencial competitivo. “O resultado é uma equipe mais engajada, criativa, responsável, automotivada e com uma postura mais empreendedora.”