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Arte é fundamentalmente partilha, diz Cláudio Mubarac

por Marcelo Costa

Abrindo a temporada 2014 do ArteVAGAS, o artista plástico Claudio Mubarac falou sobre sua obra e seu pensamento artístico em um bate papo descontraído com os funcionários da VAGAS. Segundo ele, a exposição apresentada na empresa “é um trabalho sobre a vida. A morte não nos diz respeito”. Inspirado nos fatos posteriores a um acidente que sofreu em 1989, Mubarac criou uma obra que busca entender o corpo humano, aqui fragmentado em imagens que lembram chapas de raios X e em desenhos realizados em ponta-seca, que traduzem o corpo em sua estrutura óssea.

Antes de começar sua apresentação, Mubarac se assumiu um viciado em trocadilhos: “Tenho que fazer ao menos um por dia”, disse. Inspirado então em uma frase do poeta francês Paul Valéry, ele brincou que “o poeta e o artista são pessoas especializadas em coisas vagas”, para diversão dos presentes. Na sequencia, elogiou o painel artístico montado na empresa. “Fiquei muito satisfeito quando cheguei aqui e, caminhando, percebi que há uma coerência histórica, no sentido de tempo, muito interessante”, observando obras de seu mestre na parede, e até desenhos de um aluno seu no trajeto.

Um dos principais pontos da conversa foi o elogio ao ambiente que abriga a exposição. “Arte é fundamentalmente partilha”, disse em certo momento, valorizando a exposição presente em um ambiente cotidiano, de trabalho. “Sem a partilha, a arte perde um pouco de seu sentido, ficando restrita ao seu sentido mais pragmático, do circuito oficial de arte, do mercado de arte”, comentou, e sem desprezar esse universo mais pragmático (e necessário), reiterou: “Não vejo vantagem em separar a arte do cotidiano, e a forma como essa exposição está apresentada me fez me sentir em casa”.

Sobre o ArteVagas
O projeto ArteVAGAS busca valorizar a arte brasileira através de exposições temporárias, aquisições de obras e encontros com artistas. A ideia é relacionar inovação e arte, beleza e cotidiano para a equipe VAGAS, clientes e parceiros que transitam diariamente em nosso espaço de convivência. Aproximar ética e estética ao processo de formação de valores.

Desde 2010, o ArteVAGAS já abrigou exposições de Evandro Carlos Jardim, George Gutlich, Ulysses Bôscolo, Rodrigo Cunha, Gilberto Tomé e Maria Geralda, Samuel Ornelas e Yvens Giacomini, Rafael Kenji, Bruno Oliveira e Tiago Denardi, além de somar ao seu acervo obras de artistas como Marcelo Grassmann, Ana Calzavara, Augusto Sampaio, Cris Rocha, Ernesto Bonato, Laurita Salles, Kika Levy, Luiz Manni e Marco Ponce.