Silvio Meira mapeia os paradoxos da inovação

Silvio Meira no Fórum VAGAS

Encerrando a terceira participação da VAGAS.com na HSM ExpoManagement, evento sobre gestão sediado no Transamérica ExpoCenter, em São Paulo, o palestrante Silvio Meira, professor titular de Engenharia de Software do Centro de Informática da UFPE e presidente do Conselho de Administração do Porto Digital – entre muitos outros títulos e ocupações -, abordou com bom humor o papel dos líderes e que competências eles devem ter para lidar com os muitos paradoxos da inovação.

“O maior desafio para as pessoas em todos os tempos é resolver problemas. E inovar que é resolver novos problemas com ênfase no ‘novo’ – problemas que não sabíamos que existiam e que criamos para resolvê-los”, disse Meira captando a atenção de todos já nos primeiros segundos da exibição.

Para Meira, quando mapeamos problemas e perguntas executamos o “ato criativo”, que é o momento em que olhamos algo que existe no mundo de forma diferente. Ao transformar uma resposta teórica em algo prático, inovamos ao tentar resolver esse problema. E desse processo surge o ato empreendedor.

Ao desenhar um quadrado e colocar em suas pontas as palavras “pergunta – resposta – solução – problema”, o palestrante demonstrou como esses quatro elementos se relacionam e são vitais para o desenvolvimento de inovações. “Cada vetor conta com elementos de criatividade. E quem resolve esses problemas são as startups – que não são nerds de cabelo e barba, sujos fazendo programação. São pessoas resolvendo problemas”, afirmou Meira, arrancando risos dos presentes.

“Uma startup é um conjunto de interações, eventualmente em um mesmo espaço físico, com métodos e processos próprios, feito com o trabalho de um time de pessoas que cria, descobre e resolve problemas”, reiterou.

E por que precisamos tanto inovar? A resposta foi dada com um exemplo da Kodak, empresa que manteve-se no mesmo formato e ruiu. “Se não prestarmos atenção e mudarmos nossos comportamentos continuaremos explorando o que já conhecemos”, disse o palestrante.

Na segunda parte da palestra Meira elencou uma longa lista de paradoxos que, vencidos ou não, se relacionam diretamente com a inovação empreendedora. Entre eles questões curiosas, como a do paradoxo da inflexibilidade, que prega que os negócios têm estruturas com modelos e sistemas, mas para inovar é preciso de liberdade, flexibilidade e desorganização.

“É preciso tirar esses projetos do radar institucional e escondê-los da empresa. Por que o dia a dia é pau. Tem que resolver tudo, gerar dinheiro, e só camuflados é que esses projetos têm alguma chance de existir.”

Outro momento que levou Meira a um exemplo pessoal foi o paradoxo da falha. “Ninguém aprende com sucesso. Todo mundo comemora, mas ninguém aprende nada com o sucesso. Porém, só se premia o sucesso – e não o aprendizado. Quando meu filho acerta 49 de 50 questões de uma prova, quero saber qual é a questão que ele errou – as outras ele já sabe”, salientou.

Apesar da enxurrada de paradoxos, Meira encerrou sua apresentação fomentando o micróbio do empreendedorismo em muitos dos presentes.

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