Escolas de negócios adotam Design Thinking como metodologia

Maurício ViannaComo fazer com que usuários de seguros leiam suas apólices? Qual o melhor local para se vender tickets de micro seguro? Como estimular o uso de lixeiras com coleta seletiva? Esses e outros cases de soluções criativas foram apresentados por Maurício Vianna, CEO Global da MJV, premiada empresa de Consultoria em Inovação, pioneira em Design Thinking no Brasil. A palestra congestionou o estande da VAGAS.com e arredores em seu primeiro dia na HSM ExpoManagement.

“O Design Thinking começa a ser adotado nas principais escolas de negócios do mundo. A Stanford University já criou um MBA focado nesse conceito de inovação e no Brasil cursos renomados como IBMEC no Rio, Fundação Dom Cabral e FGV já começaram a disseminar a metodologia dentro de sua grade curricular”, pontuou Vianna.

Segundo o CEO Global da MJV, o Design Thinking é um processo sistemático e trata fundamentalmente de pensar em negócios com foco no consumidor final. Para isso, baseia-se em quatro pilares: empatia, colaboração, prototipação e implantação. A primeira é uma imersão profunda para entender como o consumidor final lida com o produto, quais são suas necessidades, tudo isso sempre com muita informação, com o apoio de muitos desenhos, canetas, canvas model para dar a melhor visualização possível ao desafio (daí a expressão de se pensar com a cabeça de um designer).

A segunda etapa, de colaboração, prescinde de uma equipe multidisciplinar para que o problema seja visto com diferentes olhares, inclusive com dinâmicas de teatro de improviso para encenar vários cenários das soluções apresentadas. A prototipação é o teste, colocar em cheque as soluções desenvolvidas – como um ensaio – com o público alvo. Por fim, a implementação do melhor resultado obtido com os protótipos.

Vianna mostrou vários vídeos com os cases desenvolvidos pela MJV e sua receptividade com o público alvo. Para a seguradora Mapfre, por exemplo, a equipe da consultoria descobriu que a maioria dos segurados não liam suas apólices e nos casos de acidente, na maioria das vezes não sabiam como agir. “Descobrimos isso colocando uma pessoa da equipe para trabalhar com um guincheiro e observamos de perto seu comportamento”, relatou o CEO.

A empresa desenvolveu um “kit emergência”, um livreto com lacre e um aviso de “Quebre em situação de emergência”, onde haviam os principais procedimentos em uma situação adversa com o carro. “O resultado é que todas as pessoas, por curiosidade, quebraram o lacre antes e conseguimos conquistar sua atenção para os principais pontos de seus direitos como segurados”, contou.

Com 18 anos de mercado, era inicialmente focada em tecnologia, mas a partir de 2007, de olho em sua competitividade, percebeu a importância da inovação e mergulhou no Design Thinking. Atualmente, possui mais de 300 funcionários com escritórios na Europa e na América Latina.

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Faça o download da apresentação do Mauricio Vianna.



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