Atitudes que podem garantir um futuro melhor para a gestão no Brasil

Vicente Gomes e Artur Tacla

Na terceira palestra desta terça-feira o Fórum VAGAS recebeu Artur Tacla e Vicente Gomes, ambos consultores e sócios da Corall, que trouxeram ao auditório um dos temas mais curiosos do evento: a liderança e gestão de pessoas após 2030 no Brasil.

O tema futurista foi extraído de uma reunião que uniu um grupo de executivos de empresas como IBM, Tigre, VAGAS.com e GRupo RBS durante oito meses para desenvolver uma visão de como as organizações e seus processos de gestão serão daqui duas décadas – e cujo objetivo foi a criação de ações que possam melhorar não apenas as empresas, mas a comunidade e o planeta.

Logo no início a dupla apresentou os quatro grandes temas debatidos pelo grupo: cultura e dinâmica relacional, tecnologia, economia & recursos e organização & função RH. “Pesquisas dizem que 70% das pessoas no Brasil não estão engajadas no trabalho. Para isso mudar precisamos nos desafiar e alterar não apenas as estruturas, mas nossas ideias”, disse Gomes.

“Não queremos prever o futuro, mas queremos ter uma visão compartilhada de onde queremos chegar e com ela traçar planos para chegar nesse cenário”, completou.

Dividindo a discussão em dois eixos, de saberes e poderes, o grupo concluiu que os trabalhos em rede, como abordados na palestra anterior, de Augusto de Franco, deve se impor nas relações interpessoais, culturais e dentro das instituições. “Quando pensamos em um modelo de estrutura piramidal, ele induz a fragmentação de poder. Observando isso percebemos que a evolução da sociedade leva a essa verticalização, com abundância de poder e saberes”, relatou Tacla.

Alguns dos princípios organizacionais necessários para que isso ocorra, de acordo com as discussões do grupo, é que as empresas deixem claro qual é o seu propósito e que permita que o lucro não fique apenas com os seus acionistas, mas que gerem valores para toda sua cadeia, incluindo colaboradores, clientes e a comunidade.

Focando em como os RHs agem dentro das empresas hoje, a dupla deixou clara a necessidade dos departamentos de recursos humanos abandonarem o papel de adestradores e passarem a agir como arquitetos das transformações das pessoas e do negócio em si.

“É preciso proporcionar um ambiente de trabalho em que a potência de um funcionário seja devidamente reconhecida. Quando contrato uma pessoa eu contrato uma potência. Se não permitir que ela flua estou perdendo meu investimento”, definiu Gomes.

“Precisamos deixar de agir como headhunters e trabalhar como soulseekers”, brincou Tacla, utilizando palavras inglesas comuns no ambiente corporativo para ressaltar a mudança de atitude que o grupo de executivos acredita ser necessária para impactar o futuro da gestão no Brasil.

Continue acompanhando a cobertura do Fórum VAGAS aqui no site e nas redes sociais da VAGAS.com.

Faça o download da Apresentação do Artur Tacla e Vicente Gomes.



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