Diálogo, erro e espírito de comunidade são fatores que estimulam a inovação

Diálogo, errar para aprender, equilíbrio e autoconhecimento são alguns dos aprendizados mostrados por Saulo Bonassi em sua jornada de visitar as escolas mais inovadoras do mundo. Em sua palestra no auditório Fórum VAGAS, ele falou sobre três dessas instituições: a Team Academy com sede na Finlândia, a dinamarquesa Kaospilot e a inglesa Schumacher College.

Saulo Bonassi da Consultoria Nodal

Saulo Bonassi da Consultoria Nodal

Esqueça os modelos tradicionais de ensino, essas escolas quebram todos os paradigmas que podemos imaginar em educação. A Team Academy não tem salas de aula, mas sim escritórios abertos, não tem professores, mas sim coaches, não tem aulas, mas sim encontros para promover diálogos. O objetivo dessa instituição não é ter alunos, mas sim times empreendedores.

O modelo de ensino desta escola nos provoca algumas reflexões sobre as organizações, Bonassi comenta “Falamos tanto em Geração Y, mas será que ela existe mesmo ou são as empresas que estão antiquadas?

A Kaospilot é considerada uma das 10 escolas mais inovadoras do mundo em negócios e design, sua estrutura surpreende: no primeiro dia de aula, o aluno recebe um cartão para que já possa procurar emprego e também as chaves da escola, cada aluno pode entrar na escola a hora que for incentivando a responsabilidade e o cuidado com o que também é seu. Além disso, essa instituição incentiva muito o erro, pois acredita que essa é a única forma de realmente aprender.

Para o mundo das empresas, ficam as reflexões: desafio do modelo “ganha, ganha, ganha”, ou seja, ganha a organização, o cliente e o mundo. Criar valores compartilhados é o futuro para garantir o sucesso dos negócios. As organizações precisam parar de enxergar o erro como algo negativo.

Por último, Bonassi mostrou seus aprendizados na Schumacher college, uma escola com paradigma holístico que incentiva a visão integral das atividades, pois todas as áreas estão conectadas, uma vivência em comunidade muito forte onde diretores também ajudam na limpeza, por exemplo.

Esse modelo mostra a importância do respeito, o que muitas vezes perdemos nas empresas hoje em dia e também a importância do tempo livre para digerir conhecimento, um desafio para as organizações que vivem sempre carregadas.

Para encerrar a palestra, Bonassi deixou a reflexão “Por que as empresas ainda são tão quadradas?”.



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