“Nada tem que ser do jeito que é. Só na vida do gato” apontou Clóvis Barros em palestra

Você tinha pavor das aulas de filosofia na escola ou faculdade? Quem ouve o professor e escritor Clóvis de Barros fica fascinado. Seu jeito de abordar filosofia e ética em palestras e também na sala de aula tem ganhado muitos admiradores, sua apresentação no auditório Fórum VAGAS foi uma das mais concorridas.

Clóvis falou sobre ética nas empresas

Clóvis falou sobre ética nas empresas

Ele começou dizendo que nossa vida é marcada pelas escolhas, diferente do que acontece na natureza. Um gato, por exemplo, nasce e morre gato, age como gato, fica com fome, mas não come alpiste. Nós já precisamos escolher qual a alternativa de maior valor, para isso usamos referências.

Barros disse que se engana quem acha que vai assistir uma aula de ética e sair com todos os conceitos prontos, a frase que utilizou foi “O abacaxi é seu, é preciso ter coragem pra decidir” o que a ética pode sim te ajudar é aperfeiçoar a convivência.

Sobre o assunto nas organizações, o professor brincou muito ao contar histórias de pessoas que o procuram para que ele escreva quais devem ser as condutas nas empresas, todos os pedidos, claro, negados por ele. O motivo é que para dar certo, é preciso que todos os colaboradores participem desse processo, já que são eles que convivem diariamente. Nesse momento, é preciso envolver desde a pessoa responsável pela faxina como o presidente da empresa.

“A ética não vai agradar os interesses particulares de cada um, mas vai apontar qual a melhor solução para aprimorar a convivência entre os indivíduos”, comentou Barros.

O grande problema nas empresas é o medo, para ele é preciso incentivar que todas as pessoas falem o que pensam, só assim o convívio ficará melhor e as discussões serão mais ricas. Mas vale lembrar que para isso virar hábito, as pessoas precisam ver que se falarem realmente não serão punidas.

Para terminar, Barros deixou as seguintes reflexões:

“Quanto mais agentes morais tivermos em nossa sociedade, menos precisaremos de agentes policiais” e ainda “É comum que aceitemos que a vida tem que ser como ela é, assim como a nossa sociedade, essa postura passiva só agrada a quem está no alto poder. Eu repito: nada tem que ser do jeito que é. Só na vida do gato”.



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