5ª edição | 28 de maio de 2015

Especialistas sobem ao palco para a primeira parte do talk show

Fórum VAGAS - Talk show com Flavio Macau, Sólon Cunha, Marcos Troyjo e Eugenio Mussak

por Kety Shapazian

Após o workshop com os grupos de convidados, chegou o momento de debate dos principais pontos levantados. Na primeira parte do talk show, Eugenio Mussak levou ao palco o advogado Sólon Cunha e recebeu novamente o cientista social e político Marcos Troyjo e o professor do Insper e da FGV Flávio Macau.

Para o advogado, a crise no País é até de instituição – “vejam o que aconteceu com o nosso futebol”, disse, mencionando o episódio desta quarta-feira quando diversos dirigentes da CBF e da Fifa foram presos em Zurique, na Suíça, acusados de corrupção.

Segundo o advogado, não temos uma relação saudável entre o empregado, o empregador e o governo. “Não há no Brasil uma união entre esses três, e isso é triste.” Cunha ressaltou que países mais desenvolvidos investem em educação, treinamento e requalificação. No Brasil, a primeira coisa que o empresário faz em momentos de crise é cortar a requalificação, “e no País a qualificação é muito ruim”, observou ele.

Para o especialista, o grande enfrentamento que teremos pela frente será o Índice de Reajuste Salarial. “As categorias que conseguiram negociar no primeiro semestre ainda vão aproveitar alguma coisa. Porém, as nossas lideranças empresariais, os sindicatos patronais estão deixando a desejar.”

Já para Mussak, os sindicatos hoje parecem existir mais para atender o sindicalista do que os trabalhadores. “Somos um país muito criativo, mas pouco inovador”, disse Troyjo, taxativamente.

Sobre as demissões, Cunha disse que elas deveriam ser o último estágio, a última instância. “Ninguém gosta de demitir. Ninguém sente prazer nisso. É uma experiência que causa um trauma. E é por isso que saber conduzir uma demissão é vital para o RH. Humanizar o desligamento é uma inteligência e essa estratégia deve ser muito bem pensada.”