Mesa-redonda sobre Diversidade conclui: é preciso promover o trabalho inclusivo

Abrindo oficialmente o 4º Fórum VAGAS, a primeira mesa redonda tratou de “Diversidade” dentro do ambiente corporativo inovando no formato ao reunir RHs de três empresas que tem algo em comum para construir o pensamento em torno do tema. Participaram da mesa Silvia Tyrola, da Accenture, Karina Chaves, do Carrefour, e Bruno Pitzer, representando a GE.

“Diversidade é um tema vital para os nossos negócios e, particularmente para mim, um tema apaixonante, porque fala de gente”, disse Karina Chaves, abrindo sua palestra. Para Karina, a ideia do projeto de diversidade dentro do Carrefour é que “cada área, cada pedacinho da companhia se aproprie e viva a diversidade, porque diversidade é gestão de pessoas, é trazer as relações para perto de todos. É cultura que acolhe pessoas”, definiu.

Para Silvia Tyrola, responsável pela área de Human Capital & Diversity para a América Latina na Accenture, o tema segue um dos valores que norteia a empresa: “Respeito pelo individuo”. Porém, observou Silvia analisando a área, “as pessoas não desrespeitam porque querem, mas, na maioria das vezes, porque não conhecem”. Isso, segundo ela, revela uma das principais missões da gestão de pessoas: “Fazer chegar à comunidade as informações necessárias sobre determinada cultura, religião, sobre pessoas com deficiência, mulheres, etc…”.

Impressionando e feliz com a quantidade de pessoas participantes do 4º Fórum VAGAS, Bruno Pitzer, da GE, apresentou no evento o projeto GE LGBTA, aliança criada em 2000 na matriz norte-americana com o intuito de “desenvolver lideranças e promover trabalho inclusivo”. Segundo Bruno, “na GE trabalhamos a diversidade juntos, ela é responsabilidade de todos”. Criado em 2003 no Brasil, o GE LGBTA busca também tornar o cotidiano dentro da empresa mais confortável: “Queremos que as pessoas se sintam elas mesmas na empresa”, deseja. “Nosso grupo tem a missão de fomentar respeito dentro da GE. Trazer resultados para a empresa. Queremos mulheres, queremos negros liderando a empresa. Queremos que as pessoas vejam que podem ser elas mesmas”, definiu.

Os três palestrantes foram questionados pelos presentes sobre a relação de diversidade e resultados: “As empresas estão pressionando por resultados e com a GE não é diferente, mas o ambiente confortável faz com que as pessoas rendam mais”, observou Bruno Pitzer. “(O projeto de) diversidade contribui 1000% para os resultados do negócio”, comentou Silvia Tyrola. “Quando estamos falando de diversidade estamos falando de negócio, é simples assim. Quanto mais conseguir internamente trabalhar a diversidade, melhor para o meu negócio”, complementou Karina.

Outro assunto que entrou na pauta da palestra foi a Diversidade Etária. “A idade não deve ser um critério de exclusão”, definiu Silvia. A psicóloga Karina pediu para que os presentes refletissem: “Será que não estamos barrando (o currículo de uma pessoa com mais de 40 anos) antes de chegar ao final da seleção?“, no que Silvia acrescentou: Há sim “empresas com critérios muito claros de que a seleção vai até 40 anos no máximo, o recrutamento já recebe a orientação de não contratar”, finalizando: “Nós só vamos ter pessoas atraídas em trabalhar em nossas empresas se elas observarem práticas que resultem em um ambiente de trabalho saudável que favoreça o crescimento”.

A próxima palestra do 4º Fórum VAGAS será de Manoela Costa, da Page Talent, e versará sobre “Contratação por Competência x Valores”.

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