“Desejo de acelerar o tempo não é exclusivo dessa geração”, diz Danilca Galdini

Sócia-Diretora da NextView People, empresa especializada em estudos e pesquisas sobre Gestão e Desenvolvimento de Pessoas, Danilca Galdini veio ao 4º Fórum VAGAS para falar sobre a pluralidade de gerações no ambiente de trabalho, e abriu sua palestra defendendo: “Ainda acredito que o tema sobre gerações é importante”.

Logo no começo de sua fala, Danilca começou a explorar a pesquisa “Empresa dos Sonhos dos Jovens 2013”, produzida pela Cia de Talentos, da NextView People, observando que a metodologia de pesquisa – embora saiba que independente do ano que você é jovem, algumas questões, necessidades e expectativas são iguais – não pode desconsiderar a história pessoal de cada individuo.

Danilca então apresentou as quatro gerações que hoje estão no mercado de trabalho, produzindo e gerando restultados: Veteranos (1923/1943), Baby Boomers (1944/1960), Geração X (1961/1979) e Geração Y (1980/2000). Para Danilca, houve poucas mudanças entre as três primeiras gerações no mercado no trabalho, mas assim que a Geração Y adentrou este espaço, algumas mudanças importantes começaram a surgir.

Para ilustrar o tema, a profissional exibiu uma série de charges que exemplificam a diferença de gerações. Em uma delas, um menino olhava para um pássaro azul e dizia para o pai: “Olha, o Twitter”; em outra, uma charge comparava uma praça nos anos 80 repleta de crianças brincando enquanto a mesma imagem, nos anos 2000, mostrava um outro grupo de crianças sentado debaixo de uma árvore, focados no celular ou em jogos eletrônicos.

“Não existe certo ou errado”, elaborou Danilca sobre a comparação das imagens. “Precisamos entender como essas questões impactam no desenvolvimento da pessoa e encontrar uma forma de desenvolver o que ficou pra trás, porque não é mais possível ficar sem tecnologia, desistir do celular”, acredita.

No vídeo “Empresa dos Sonhos dos Jovens 2013”, a Cia de Talentos verificou, entre outras coisas, que os jovens acreditam que o tempo ideal para ficar no mesmo cargo é de 13 a 18 meses enquanto as empresas acreditam que o tempo mínimo deve ser de dois anos – só assim é possível aprender de fato o trabalho e coloca-lo em prática. “O desejo de acelerar o tempo não é exclusivo dessa geração”, observa, mas “os jovens hoje tem novas expectativas em relação ao mercado de trabalho”, e o mercado de trabalho precisa estar atento a isso.

Sobre as tarefas da gestão de pessoas, segundo Danilca, “gerir pessoas e entender as expectativas e frustrações dos seus funcionários não são tarefas fáceis”. Para ela, pensando no papel estratégico da empresa, é preciso formar os profissionais adequadamente, apoiando, principalmente, o desenvolvimento dos gestores. “As pessoas entram nas empresas pelas oportunidades, mas a relação com o gestor é fundamental para que ela permaneça”, define.

Veja o vídeo
Confira a pesquisa

 

Acompanhe também a cobertura completa em nossas redes sociais:

Recrutamento: o que é mais importante, as competências específicas ou aderência aos valores? Confira aqui.


Sorry, the comment form is closed at this time.