Evandro Carlos Jardim

17/03/2012

Evandro tem sido respeitado e admirado há mais de três décadas como um dos principais artistas e professores de São Paulo, cidade onde sempre viveu. Sua atuação, seja em seu ateliê, seja nas escolas e ateliês públicos onde ensinou, produziu marcas perenes em pelo menos três gerações de artistas, sobretudo gravadores. Não foi por seguir modismos ou tendências de ocasião que mereceu tal reconhecimento, mas por manter-se fiel a si mesmo, num labor constante e cada vez mais aprofundado sobre temas essenciais como o tempo e a duração, a memória, o lugar e a distância, o afeto, a existência e a morte. Tais temas, no entanto, insinuam-se em suas gravuras, pinturas, desenhos e objetos, quase em silêncio, através de imagens cotidianas e talvez familiares como um vidro de tinta, um pão, o Pico do Jaraguá, uma árvore, o Palácio das Indústrias, a Serra do Mar. Estas figuras que reaparecem constantemente na obra de Evandro, modificadas pelo tempo e pela memória, aguçam nossa percepção de realidades menos visíveis e, exigentes, nos convidam à quietude necessária aos espíritos agudos. Convido-os a revisitarem muitas vezes estas imagens, permitindo, a cada vez, que o tecido de significados que as conectam vá se tornando mais rico e visível a cada um.

Ernesto Bonato, curador do projeto ArteVAGAS.

1 comentário

  1. 07/03/13 @ 17:52 Drielle neves do carmo

    não entendo muito muito sobre arte mais o trabalho me chamou atenção,parabens.

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