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Perseverança: a receita que leva ao sucesso

por Josafá Crisóstomo*

Você já notou como se ensina uma criança a caminhar?

Todo bebê será sempre afoito ao dar os primeiros passinhos e cairá o tempo todo, quando será necessariamente auxiliado pela mão do adulto. O número de tentativas em se reerguer, durante o aprendizado, é mesmo muito grande. Nem por isso se cansam os pais, tampouco a criança, no exercício constante de recomeçar o movimento. Fica bastante claro que o que anima os personagens envolvidos nessa feliz atividade é a certeza absoluta que os pais têm de que a criança irá afinal andar sozinha depois de tantos esforços.

Episódios da vida humana como esse podem nos levar a fazer um importante paralelo. Todos os candidatos a uma nova vaga no mundo profissional e que possam vir de uma experiência anterior decepcionante precisam ter essa mesma certeza do sucesso. Ainda que sentir a dificuldade do próprio esforço seja uma realidade, nem por isso se deve desistir.

Os profissionais corajosos retomam o caminho da realização profissional quando, por fim, encaram com naturalidade o que podemos chamar de experiência de falência provisória. Afinal, sabemos que entre os bem sucedidos não há aqueles que não tenham conhecido um ou outro episódio dessa espécie de decepção provisória.

É muito comum que aconteça de um projeto fracassar tão somente como um apelo natural da vida para que se possa aprimorar esse mesmo projeto, em outra empresa, em outra direção de atividade profissional ou em outro empreendimento. No entanto, tudo o que se faz necessário combater, quando o candidato se encontra em tal situação, é o vício da procrastinação – a tendência não salutar de se evitar realizar tarefas precisas ou uma tarefa em particular, justamente aquela necessária para sua realização pessoal e para a retomada do caminho.

Ou seja, é muito mais produtivo pensar que a dificuldade momentânea é apenas um apelo das circunstâncias para a renovação necessária, a fim de que se alcance o sucesso e se possa assim continuar em frente.

Não são apenas as crianças que são persistentes. Os cientistas são também outro exemplo dos que não se deixam abater com possíveis experimentos decepcionantes – muito pelo contrário: eles os repetem à exaustão, refinando técnicas e procedimentos, até atingir o sucesso esperado do que buscam. O que ambos os paradigmas ilustram é que sempre se faz presente a disciplina para o alcance de qualquer objetivo. Não é produtivo o compasso de espera e a passividade, o desejo de facilidades ilusórias ou mesmo caminhos pré-fabricados.

Na criança, há uma carga instintiva de amor à vida, além da certeza do amor dos pais, o que sempre ajuda. No cientista, sem dúvida, contam a bagagem de conhecimento e o amor à sua atividade. Mas, para qualquer um que reconheça seus limites pessoais, se abre à frente uma fronteira mais precisa de expectativas. A palavra-chave é: perseverança. É por ela que se traça e se trilha o próprio destino, também no mundo corporativo.

*professor, jornalista e crítico de cinema