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7 recomendações para a entrevista de emprego

Confira o que você pode e o que não pode fazer nesta etapa do processo seletivo

A entrevista de emprego com o recrutador ou possível gestor é a mais definitiva (e possivelmente a mais tensa) de todas as etapas do processo seletivo. Quem chega até ela está, provavelmente, muito perto de conquistar a vaga e não pode desperdiçar a oportunidade de mostrar suas qualidades e convencer o recrutador, de forma honesta, de que é o candidato que a empresa procura. Para não perder pontos com bobagens que podem ser evitadas, confira estas sete recomendações fundamentais de Gabriela Soave, sócia da Asap Recruiters, especializada em recrutamento para os primeiros níveis de gerência, sobre o que fazer e do que não fazer nessa hora.

“Pode” x “não pode” da entrevista de emprego

  1.  Causando a primeira impressão
    Pode: se você não sabe exatamente o que vestir, escolha alguma coisa mais formal. Para os homens, vale usar terno. Para as mulheres, camisa, saia ou calça social também não costumam dar erro. “Tons e cores sóbrias ajudam a compor um visual mais sério”, afirma Gabriela.
    Não pode: forçar a mão na maquiagem, exagerando no batom ou na sombra, escolher um perfume muito forte (ou usar meio frasco de uma vez) e descuidar do comprimento das saias ou vestidos. O ideal é que cheguem ao joelho.
  2. Falando sobre você
    Pode: levar exemplos claros e objetivos dos últimos resultados que você obteve e mostrar o motivo pela qual se candidatou àquela posição ou quais são seus objetivos no curto, médio e longo prazo.
    Não pode: demonstrar que não tem autoconhecimento e ficar sem resposta quando o recrutador perguntar quais são seus pontos fortes e os pontos que ainda precisam ser desenvolvidos. “Ansiedade também não é uma boa resposta”, alerta Gabriela. “Eu sempre costumo perguntar: se eu tivesse que ligar para o seu gestor hoje o que ele me diria ao seu respeito?”, diz ela.
  3. Fazendo a lição de casa
    Pode, não. Deve: mostrar que você pesquisou a empresa, o mercado em que ela atua, sua situação em relação às concorrentes, seus desafios etc.
    Não pode: chegar despreparado para a entrevista, como se estivesse desinteressado ou simplesmente tivesse tomado um ônibus errado e fosse parar num lugar totalmente inesperado.
  4. Preparando o discurso
    Pode: pensar com antecedência tudo o que tem para dizer para apresentar um discurso objetivo e estruturado, que tenha profundidade e explore muito bem seus skills de uma forma natural.
    Não pode: usar gírias ou falar o português errado, jogar frases soltas ou sem pé nem cabeça para tentar impressionar, ser prolixo e dar muitas voltas para responder a pergunta do entrevistador e, no final, não saber se era mesmo aquilo que ele queria saber.
  5. Explorando suas experiências
    Pode: contar as passagens que teve por empresas e áreas e explicar o motivo por que saiu delas.
    Não pode: falar mal das empresas ou das pessoas com quem trabalha ou trabalhou. “É o principal erro que a pessoa pode cometer porque, além de ser anti-ético, não é esse o objetivo da reunião”, diz Gabriela.
  6. Perguntando ao entrevistador
    Pode: fazer perguntas pertinentes à posição e à empresa quando a entrevista for com uma consultoria (e não com o RH da empresa ou o futuro gestor). “O candidato deve entender o momento da empresa, saber se a posição em questão é nova ou é uma substituição (e por que ela ocorreu, se possivel), além de conhecer as responsabilidades e principalmente os desafios que deve encarar no médio e longo prazo”, afirma. Perguntar sobre as etapas do processo seletivo (quantas entrevistas vêm pela frente etc) e sinalizar alguma viagem próxima também é importante.
    Não pode: fazer perguntas relacionadas ao pacote de remuneração e benefícios na entrevista com o gestor ou o RH da empresa contratante. “A empresa já tem em mãos todos os dados e detalhes de cada pessoa, então, se o candidato foi chamado para entrevista, é porque geralmente o pacote da posição é compatível com a sua pretensão”, explica Gabriela. O ideal, nesse caso, é sempre negociar ou perguntar tudo isso para a consultoria que vai intermediar a contratação. Isso evita que a empresa ache que você está fazendo leilão.
  7. Pedindo um retorno
    Pode: entrar em contato com o entrevistador após uma semana e, se ele ainda não tiver uma resposta, perguntar se tem alguma previsão e dizer que vai aguardar o retorno, seja ele positivo ou negativo.
    Não pode: colocar na agenda e ficar ligando para ele toda semana como se vocês fossem velhos amigos.

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