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4 toques para você não virar o chato do networking

por Fernanda Bottoni

Todo mundo tem um “amigo” chato que quer fazer networking. Ou vai dizer que você não conhece alguém que só quer saber de você (como vai a família, o cachorro, o papagaio etc) quando precisa de alguma coisa? Ok que estreitar relacionamentos seja essencial para crescer na carreira, mas é preciso ter muita cautela nessa hora para não fazer isso da pior forma possível. Quando se trata de networking, a dose e o jeito de fazer isso definem seu sucesso ou seu completo fracasso. Ficou preocupado? Então confira estes quatro toques para evitar que você ganhe aquela fama de chato…

1- Um chato tentando fazer networking costuma entrar em contato com a “vítima” perguntando da família, do cachorro, daquela viagem que ele comentou que fazia em 2008 e, antes que ela tenha a chance de responder, logo vem pedindo alguma coisa. Quando o contato é por mensagem, então, fica ainda mais fácil identificar esse tipo. Ele joga todas as perguntas de uma vez e enquanto a vítima esta “digitando” ou termina de digitar ele já vai ao que interessa – sem dar a mínima para as respostas. Se você já fez isso, por favor, preste atenção. A pessoa pode até não perceber isso da primeira vez, mas certamente não será tão inocente da segunda ou terceira vez que você fizer contato.

O que fazer: respeite a inteligência alheia. Se você quer pedir alguma coisa para alguém com quem fala remotamente, seja apenas educado (Olá, tudo bem?) e vá direto ao assunto. Tentar enfeitar, nesse caso, é roubada. “O melhor é ser verdadeiro e objetivo no contato”, diz o coach Clyfort Castro. A pessoa, claro, poderá decidir se vai ajudar ou não, mas as chances de ela se irritar com você serão bem menores.

2- Outra característica de um chato fazendo networking é que só ele quer ganhar. “Muitas pessoas tendem a ser imediatistas e querem muitas coisas sem dar nada em troca”, explica Clyfort. Quer um exemplo? Alguém que só é simpático (muito até) com você quando está desempregado. Parece seu amigo de infância para pedir contatos e indicações. Já quando é você que está precisando de alguma coisa (e o ex-amigo de infância está empregado e feliz da vida) raramente ele pode ajudar ou retorna o seu contato.

O que fazer: a dica é clara, não? Qualquer relacionamento tem de ser uma via de mão dupla. Se você quer receber ajuda, precisa estar disposto a ajudar também. Do contrário, além de chato você poderá se tornar o “interesseiro do networking”.

3- Qualquer contato profissional começa por algum tipo de afinidade. Se você costuma encontrar no café aquele diretor com quem quer estabelecer um contato e tentar fazer toda vez comentando como é bom o cheiro da bebida, certamente ele vai achar que você é um chato sem assunto. Não é difícil imaginar a cena, né?

O que fazer: dá trabalho, mas é preciso buscar pontos em comum para conversar com quem quer que seja. “Pode ser uma banda de rock que os dois gostem, um esporte, um curso ou mesmo o trabalho que vocês desenvolvem, desde que exista alguma afinidade”, explica o coach. Uma boa forma de puxar o primeiro papo é comentar algum acontecimento recente. Acompanhar as notícias é a melhor forma de ter assunto. Depois, dê atenção ao que a pessoa diz e registre o que for mais importante e puder valer para o próximo contato. Se sua memória for fraca, anote e organize as informações.

4- Diz a cartilha do networking que é preciso manter contato com as pessoas periodicamente. Aí, claro, lá vai o chato achar que isso quer dizer dar um “oi” para todo mundo no Skype dia sim, dia não. Há casos piores de pessoas que mandam um “bom dia” para o grupo do whatsapp diariamente às 7h30, pontualmente. Não, isso não é fazer networking, isso é pedir para ser bloqueado e excluído de todas as listas.

O que fazer: tente conviver com as pessoas e se interessar de verdade pelo que elas pensam e fazem. Só assim você terá assunto e motivo para estreitar essa relação. “É preciso se fazer presente e se mostrar disponível”, alerta Clyfort. Para isso, as redes sociais são sensacionais, desde que utilizadas de forma adequada. Ou seja, com moderação e bom senso. Nada de criar uma “imagem virtual” totalmente diferente da sua imagem real, ouviu?

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4 Comentários

  1. Mariane

    3 anos atrás

    Muito Bom!!

  2. ketyshapazian

    3 anos atrás

    Obrigada, Mariane :-)

  3. Carla Santana

    3 anos atrás

    Muito boa a dica !

  4. Marcos Bechelany

    2 anos atrás

    Excelente artigo Fernanda!

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