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4 perguntas comuns em entrevistas de emprego

Especialista em carreiras dá dicas para responder e se dar bem nessas situações

por Flavia Pegorin

Entrevistas de emprego são quase iguais aos concursos de Miss Universo, sempre haverá um recrutador questionando sua história de vida, analisando sua postura e escutando cada resposta com ouvido clínico. Se você disser algo inapropriado é bem provável que a “coroa” e o “buquê de flores” – no caso, o crachá de contratado – vá parar em outras mãos.

Justamente por isso, Lily Zhang, pesquisadora e especialista em carreiras do MIT (Massachusetts Institute of Technology), nos EUA, selecionou as quatro perguntas que provavelmente qualquer um de nós irá ouvir em entrevistas de emprego algum dia.

“Chamadas para entrevistas deveriam vir com o alerta de que, assim que recebidas, transformarão animação em desespero em pouco tempo”, brinca Lily. O sentimento de nervosismo é comum e é fácil acabar dizendo uma bobagem na hora H. “Mas não se deve deixar o medo tomar conta”, ela diz. “Com um pouco de preparação, dá para ter certeza sobre o que responder e impressionar o entrevistador”.

Nas entrevistas de emprego

  1. “Como você é?”

    Essa oportunidade tão boa de falar bastante sobre virtudes acaba sendo, para muita gente, uma bola fora. Lily lembra: “é uma das primeiras questões a serem feitas, claro”. A parte confusa sobre isso é que não é um pedido para você falar sobre toda sua vida e obra. O entrevistador, de fato, só quer saber por que você está interessado naquela vaga e o que te qualifica para ela. Então você pode estruturar uma resposta começando no presente, indo ao passado e finalizando com o futuro. Tenha em mente que é importante falar sobre as habilidades relevantes que você tenha para a determinada função que está se candidatando.

  2. “Qual é seu maior defeito?”


    Curiosamente, essa não é uma “pegadinha”. O que o entrevistador quer mesmo perguntar é “eu prefiro contratar gente que tem clareza sobre suas habilidades e que procure melhorar, então me diz logo se você tem essa intenção”. Muita gente tenta usar isso a favor e transformar o defeito em uma qualidade (como aquela “eu sou muito exigente comigo mesmo, mas é que eu sou muito perfeccionista”), mas não faça isso. Em vez disso, fale de um defeito genuíno seu. E acrescente os passos que você deu para entender seu problema e resolvê-lo.

  3. “Já cometeu alguma falha?”


    De novo, seja honesto. Fale sobre um vacilo real, não sobre aquele B que você tirou em geografia no colégio. Sempre houve um momento em que qualquer um de nós atrasou uma tarefa além do prazo, teve um desentendimento com o superior ou fez uma bobagem quando era estagiário. Não precisa ser nada grande e grave, só mencione um episódio que mostre que você refletiu sobre o erro. O entrevistador quer saber como você se porta quando acontecem contratempos. Você pediu ajuda? Reconheceu o problema? E, muito importante, mostre o que você aprendeu quando tudo aconteceu.

  4. “O que você pretende fazer daqui cinco anos?”


    Ou, em outras palavras, “por quanto tempo você pretende ficar aqui nessa empresa?”. Ou ainda “você valerá o nosso investimento?”. Depois de saber qualificações e postura, entrevistadores querem mesmo é saber do impacto e dedicação que você terá enquanto estiver naquela companhia. Então traga para a mesa a sua vontade e animação sobre ser admitido. Conte sobre sua vontade de crescer lá dentro e trazer suas ideias para somar, adquirir mais responsabilidades e poder liderar projetos.

Uma dica final da especialista Lily Zhang: “a prática leva à perfeição, então lembre-se de pensar sobre essas questões e respondê-las em voz alta, diversas vezes, até ganhar confiança e convicção do que você dirá nas entrevistas de emprego”.

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