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A engenheira que se encontrou no Marketing

Por Fabíola Lago

Quando estava prestes a fazer vestibular, Claudia Luchesi não sabia muito bem em qual profissão investir. Os testes vocacionais indicavam Exatas, mas por via das dúvidas, resolveu prestar vestibular para vários cursos de Humanas, Biológicas e Exatas. Passou em todas. Mas antes mesmo de saber o resultado, percebeu que gostava mesmo de engenharia, mexer com motores, um gosto herdado do pai. Ponderou as possibilidades no mercado de trabalho. E escolheu: Engenharia Mecânica. Foi para a renomada FEI (Faculdade de Engenharia Industrial). Hoje, aos 40 anos, como Gerente de Marketing Avançado de Produto na Ford, relembra que eram apenas cinco mulheres em uma turma de 70. Mas isso não foi problema. Fez amizades, tornou-se querida e até a protegida da turma. Só sentiu o peso de ser minoria nesse segmento quando começou a procurar estágio, obrigatório para a conclusão do curso. Apesar da grande oferta de vagas no mural da faculdade, quando ligava para as empresas, a resposta era sempre a mesma: “desculpe, mas essa vaga é só para homens”. Já bastante preocupada com tantas negativas, Claudia recebeu de um amigo a informação que a AutoLatina teria vagas para estágio. Não ligou, desanimada, avaliando que, se empresas de menor porte tinham essa restrição, o mesmo se repetiria em uma empresa global. Meses depois fez a ligação. Não havia vagas no momento, mas foram extremamente solícitos e pediram para manter o contato. Quando foi chamada, inscreveu-se e foi aprovada no processo de seleção. Era somente uma vaga. E foi ela quem passou. De lá para cá, foram muitas promoções, pós-graduações e histórias para contar. Trabalhar em um ambiente masculino nunca foi problema, Claudia até gosta do modo direto dos homens discutirem questões de trabalho. Mas o cenário mudou e ela fica feliz de ver que tantas engenheiras estão em cargos de supervisão e gerência em todas as áreas da empresa. Em quase 20 anos, o cenário mudou para mulheres, e não só engenheiras.

“Isso não é por acaso. A Ford vende carros para homens e mulheres, que correspondem a 40% do mercado. Ter profissionais envolvidas (que também são consumidoras) em todas as etapas, resulta em um produto mais condizente com as suas necessidades, seus desejos”, destaca.

Dica de carreira da Claudia

  • As mulheres não deixam nada a desejar no campo profissional atualmente. O fundamental é preparar-se bem, ser competente, porque o mercado já entendeu a importância dessa diversidade dentro de suas organizações. Portanto, o mercado está aberto para posições cada vez mais altas para as mulheres. É uma questão de competitividade.