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O ambiente corporativo do futuro

Tendência daqui para frente é modelo multitarefa em prol de projeto comum

por Heloisa Valente

Trabalhar de casa alguns dias da semana ou sempre; dedicar mais tempo à família nos dias úteis; conciliar uma consulta médica com o horário de trabalho ou simplesmente deixar de gastar duas horas ou mais no trânsito para ir e voltar do ambiente corporativo são situações que atraem qualquer profissional, certo? Em boa parte sim, diz André Brik, publicitário e especialista em trabalho remoto no Brasil.

Para ele, embora tenha evoluído de maneira lenta, a atividade home office é um modelo de gestão com demanda crescente no País. “O horário flexível, por exemplo, já é visto pelos colaboradores como o segundo melhor benefício que as empresas podem oferecer aos seus funcionários, atrás apenas da remuneração. Mas, ao mesmo tempo em que é atrativo, ainda gera desconfiança”, analisa.

Brik cita uma pesquisa mundial da Ernst & Young (incluindo o Brasil) que mostra que o trabalho remoto ainda assusta os gestores das empresas. “Entre os medos mais comuns estão a negativa na hora de uma promoção ou a convocação para projetos de menor importância dentro da companhia, isso tudo decorrente de o fato de atuarem em jornadas flexíveis e não em tempo integral na corporação”, explica.

Habilidades e modelos
No entanto, ele diz que esses gestores estão desenvolvendo uma competência a mais na trajetória das suas carreiras: a de gerenciar equipes à distância. “Lidar com membros que não estão presentes fisicamente no mesmo ambiente que o seu, muitas vezes, não é tarefa simples, já que a atividade proposta precisa ser ainda mais clara para atingir resultado positivo em torno de um objetivo comum”, pondera.

Na visão do especialista, essa habilidade, aliada às várias formas de comunicação (e-mails, mensagens via celular, conference call, chamadas via Skype, entre outras tecnologias) são diferenciais competitivos cada vez mais valorizados no mundo do trabalho, que caminha para relações flexíveis focadas em projetos.

Brik diz que a tendência das relações profissionais daqui para frente é um modelo multitarefa em prol de um projeto comum. “Acho que os empregos estão diminuindo e os profissionais estão alinhados a essa perspectiva. Hoje, ninguém mais quer trabalhar a vida inteira em uma ou duas empresas. A ideia é colaborar com vários projetos, tendo ao longo da vida até mais de uma carreira”, comenta.

Equilíbrio entre vida pessoal e profissional
Ele ressalta que o atual cenário econômico acomoda as mais variadas formas de contratação. Desde o trabalho com carteira assinada, com expediente de 44 horas semanais nas regras da CLT, como espaço para os profissionais liberais que apostam no modelo home office ou para os prestadores de serviços via pessoa jurídica. “Não há um modelo único a se expandir, mas o que se observa no mercado é a exigência de um profissional mais proativo e que busque equilibrar vida pessoal e profissional”, conclui.

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3 Comentários

  1. Katy Castro

    2 anos atrás

    Amei! É o sonho da minha vida, trabalhar em uma grande empresa via home office!!!

  2. José Afonso Narciso

    10 meses atrás

    O fato de ter um trabalho livre de horários, não o desqualifica como profissional, desde que mantenha o foco no qual, deva ser executado.

  3. Alexandre Motta

    8 meses atrás

    Concordo plenamente com o autor, tenho mais de 04 anos de experiência de trabalho HOME OFFICE e estou apostando de fato na modalidade, como PJ, na participação em diversos projetos nos quais tenho expertise como remuneração aliada à qualidade de vida.
    Resido e trabalho em Brasilia.

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